hoje andei no rio 
da minha infância
onde era água 
agora dói pedra
onde sobrava correnteza
sopra o ar
o peixe não pula, não
nada
vida passada
ser tão

hoje cruzei o impossível
o chão antes invisível
avancei na seca bruta
idade adulta
à espera de um pingo de chuva
que faça desaguar
o mar 
que guardo em mim


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